sexta-feira, julho 21, 2006

Estréia no Blog

Poderia falar quem sou, de onde vim, pra onde vou...mas a verdade é que eu não sei! E também não é este o assunto que interessa aqui! O motivo pelo qual estou escrevendo nesse blog hoje é que o meu parceiro Guilherme Pinball solicitou que eu despejasse em palavras um pouco das coisas que penso a respeito da música e o universo que gira ao seu redor. Tantaremos ser freqüentes, correto? Valeu Guilherme!

O Perigo do Sucesso
O que vocês acham sobre o Los Hermanos? Gênios? Chatos? Já tiveram seu auge? Tá aí um assunto pra dias e dias de debate no blog. Resolvi falar sobre eles porque gosto pra caralho dos caras e acho muito curioso essa relação da negação/devoção do público.

Los Hermanos - Los Hermanos
Em 1999, o grupo de universitáiros da PUC, que trilhava o caminho mais bonito na honestidade das músicas próprias e dos shows em buracos do undergorund carioca, foi alçado ao sucesso com um hit que não retratava o que era o primeiro disco deles. Sim, "Anna Júlia", aquela música que tocou até não poder mais e ganhou versões em inglês, italiano, espanhol, forró, etc, era, junto com "Primavera" as duas baladas do disco e nada tinham a ver com os hardcores românticos que compunham as outras 12 faixas. Imagine percorrer feiras agropecuárias pelo interior do Brasil com um público faminto apenas por Anna Júlia? Superexpostos na mídia com uma "cara" que não era a deles, os marinheiros de primeira viagem dentro de uma gravadora apanharam do mercado e amadureceram um bocado. Mas o filme deles já estava queimado com metade do público, também saturado com essa superexposição.




Los Hermanos - Bloco do Eu Sozinho
Dois anos depois, com o "Bloco do Eu Sozinho" (2001), os barbudos não alcançaram o mesmo sucesso de público que o primeiro disco. No entanto, com canções bastante diferentes das primeiras, a banda foi sucesso de crítica, aparecendo nas principais listas de melhores discos do ano. Após uma discussão com a gravadora, que não concordava com os arranjos inicias das músicas do Bloco, os hermanos bateram o pé, chegaram a um meio termo com a Abril Music e, com isso, conquistaram o direito de controlar o próprio guidon. Tocando em lugares menores, porém, para um público realmente interessado em tudo que estavam dispostos a mostrar. Uma postura anti-comercial pareceu pautar o comportamento e a estética da banda. Aquelas barbas, as fotos de divulgação de chinelo e bermuda...definitivamente os barbudos não queriam mais explicar, mas sim confundir, fazendo, por vezes, piada com o seu próprio público. E o mercado tentando definir: - É rock? MPB? Bolero? Hardcore?

Los Hermanos - Ventura
A mistura entre o sucesso de crítica e público veio com o terceiro disco. Menos barroco e mais pop, sem perder a criatividade na métrica e nas letras das músicas, "Ventura" (2003) fincou o pé dos Hermanos na história da música brasileira. Comparações com Chico Buarque, parceria com Erasmo Carlos, canções gravadas por Maria Rita, entre outros, além da briga com Chorão no aeroporto, trouxeram um novo público para os shows da banda. Colocaram a banda sobre holofotes de ângulos diferentes. Já existia um universo Los Hermanos. Letras cheias de lacunas para serem interpretadas no peito de quem ouve, poucas explicações sobre as letras, músicas sem refrão e popuquíssima conivência com a máquina da indústria de celebridades. O antimarketing virou marketing? Os shows começaram a virar missas, com fãs cantando as letras a plenos pulmões, da primeira a última sílaba de cada música, mesmo sem grandes sucessos radiofônicos. Caraca, nego canta até a melodia dos naipe de metais!!!

Los Hermanos - 4
No ano passado saiu o quarto disco da banda, intutulado simplesmente "4". Eu sou desses fãs péla-saco da banda, "que canta a plenos pulmões, da primeira a última sílaba de cada música". Mas atualmente consigo me distanciar do fanatismo pra tentar enxergar o Los Hermanos de fora. Por que algumas pessoas gostam? Por que as pessoas não gostam? O que eles oferecem de diferente ao público? O que o público não consegue entender? Pensando em algumas músicas do "4", confesso que cheguei a imaginar que eles as compuseram como um teste aos fãs. Tipo: "Vamos ver se nosso público engole tudo que fizermos". E aí, surgem músicas arrastadas, frases sem sentidos, cantadas propositalmente desafinadas ou totalmente na contra-mão da métrica. E o que se vê nos shows? Todos os fanáticos, de mãos dadas e lágrimas nos olhos, cantando de coração aquilo era pra ser uma piada. Seria paranóia minha achar que existe conspiração, de repente, por trás de músicas simplesmente ruins?

O que me enche no Los Hermanos é este excesso de contexto do universo deles. O Amarante solta um peido e fica aquela desconfiança de que tem poesia e inteligência por trás daquilo.

O que me agrada e me atrai é existir esse contexto lúdico. Convenhamos, é bacana você procurar duplo sentido nas letras, ligações propositais entre as notas das músicas, entre outras "charadas".

O que me intriga é tentar descobrir o que há escondido ali e como eles conseguirão pregar continuamente estas peças, no público e na mídia, ao longo de toda a carreira. Será que algum dia a munição acaba? A fonte seca? E ainda assim eles conseguirão surpreender?

Se você é fã de Los Hermanos, é certo que já está em várias comunidades, do Amarante, do Bruno, do Barba, entre milhares de outras. Agora se você não é, junte-se ao coro abaixo:

Eu odeio MUITO Los Hermanos
https://concealme.com/nph-proxy.pl/000011A/http/www.orkut.com/Community.aspx=
3fcmm=3d730193


Eu odeio Fã do Los Hermanos
https://concealme.com/nph-proxy.pl/000011A/http/www.orkut.com/Community.aspx=
3fcmm=3d250621


Eu odeio Los Hermanos
https://concealme.com/nph-proxy.pl/000011A/http/www.orkut.com/Community.aspx=
3fcmm=3d181126

segunda-feira, julho 10, 2006

Nirvana - Verse Chorus Verse



A última música do Nirvana com qualidade de gravação. Essa foi uma das que ficaram de fora do Nevermind. Existe uma outra música com o mesmo nome que também é conhecida como Sappy, mas cuja qualidade não é boa. Estava vendo aqui no Multishow o documentário Álbuns Clássicos (ou algo assim) com a história de como foi gravado o Nevermind. Ai... que saudades!

Segue a letra de Verse Chorus Verse:

Neither side is sacred
No one wants to win
Feeling so sedated
Think I'll just give in
Taking medication
Till my stomach's full
Neither side is sacred
Crawling in the hole

The grass is greener
Over here
You're the fog that
Keeps it clear
Re-inventing
What we knew
Taken time is all but true
You're the reason
I feel pain
Feels so good to
Feel again

Neither side is sacred
No one wants to win
Feeling so sedated
But I can't give in
Taking medication
Till my stomach's full
Feelin so sedated
When I'm in my home

The grass is greener
Over here
You're the fog that
Keeps it clear
Re-inventing
What we knew
Taken time is weird but true
You're the reason
I feel pain
Feels so good to
Feel again

Oh...


Você pode escutar essa música na Rádio Posh-Punk.

Não reparem que devido a compressão do arquivo a música ficou meio estranha. Para quem quiser escutar melhor, segue o link do e-mule: Verse Chorus Verse .

terça-feira, julho 04, 2006

Placebo - Vive la France!

Já ia colocar esse post, mas agora me pareceu a hora exata para fazê-lo. A banda Placebo volta e meia grava uma música em francês. O motivo exatamente eu não sei. Pode ser por pura frescura, pode ser que não. Só sei que tais versões acabam ficando melhores que as originais.



Seguem 3 exemplos das experiências franco fônicas da banda:

Protège Moi
Burger Queen
Mars Landing Party


Escute essa músicas na Rádio Posh-Punk.

segunda-feira, julho 03, 2006

Não Entre Nessa Furada...




















Há algum tempo atrás, o Guilherme, co-autor deste blog, disse que estava pensando em se meter em uma furada. Bem, apesar dele não ser lá muito fã de Chico Buarque, o vovô garanhão, e nos tempos vagos grande compositor-escritor-poeta-cineasta-peladeiro-e não sei mais o quê, entende bem de furadas. Assim, quem sabe umas dicas dele não são bem-vindas?

Para acabar de papo furado, aqui vai a letra de "Retrato em Branco e Preto"(parceria entre Chico e Tom Jobim). Quem entendeu entendeu, quem não entendeu não entende mais.

Chico Buarque - Retrato Em Branco E Preto
by Tom Jobim - Chico Buarque

Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cór
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto
E que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retrato
Eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração.
___________________________________________________

Ah, mas só uma observação: Ouçam, aqui mesmo na rádio posh punk, a versão interpretada por Ney Matrogrosso e o violonista (infelizmente) já falecido Raphael Rabello. Eles conseguem juntos, com o mínimo de recursos ("só" um grande trabalho de voz e de violão), acentuar ainda mais o tom catastrófico da canção. Coisa de quem entende muito e sabe transmitir emoção como poucos.

domingo, julho 02, 2006

Sala de videos no Posh-Punk


Agora o Blog Posh-Punk conta uma Sala de videos que exibem clipes, entrevista e etc.
Para acessar, basta clicar na televisão na coluna da direita ou clicar diretamente no nome do post de atualização logo abaixo da sua categoria.

Para estrear, nada melhor que um clipe da musa PJ Harvey (A Perfect Day Elise).

sexta-feira, junho 30, 2006

Paranoid Android - OK Computer!



Muito já se falou sobre Radiohead, Ok Computer e Paranoid Android. Essa versão de Brad Mehldau de Paranoid Android, tocada somente no piano, prova que a música se sustenta sem os efeitinhos de guitarra e sem os vocais tristonhos de Thom Yorke.

Escute e aprecie essa musica na rádio Posh-Punk

sábado, junho 03, 2006

O Plano Maior de Noel Gallagher




















Quem me conhece um pouco melhor sabe que eu não acredito em milagre, acredito no acaso; Que não vejo grandes utilidades na astrologia, mas sim na astronomia; Que um dos meus livros de cabeceira não é a Bíblia, mas sim “O Anticristo”; Que uma das minhas séries favoritas não é “Jesus” (ou algo do tipo), mas “Cosmos”.

Pois bem, para quem não entendeu ainda, resumo: sou um cara bastante cético. Elocubrações não são comigo. Bem que eu gostaria de acreditar nessa conversa fiada toda. Acho que seria bem mais fácil enfrentar a vida. Se algo desse errado a culpa não seria minha, mas dos astros; Eu não iria morrer, apenas trocaria essa vida por uma outra melhor; O Senhor seria meu pastor e nada me faltaria.

Felizmente (ou não), não consigo ser como o Cypher de “Matrix” e comer uma carne falsa e, apenas pelo sabor bom, fingir que ela é real. Mesmo assim, com toda minha descrença, algumas coisas, por breves momentos que sejam, conseguem despertar em mim um “algo mais” espiritual. Sinto uma coisa que eu não sei descrever direito, mas que me da fé, esperança e vontade de acreditar numa instância superior. Um desses rápidos instantes é quando ouço a música “The Masterplan” escrita pelo Noel Gallagher, o irmão genial, do Oasis.

Não à toa, Noel considera essa canção seu melhor trabalho já produzido. E olha que ele tem na bagagem pérolas como “Live Forever”, “Slide Away”, “Aquiesce” e “Wonderall”, entre outras tantas. Mas em “Masterplan” ele realmente se supera.

A Música
Tudo começa com um baixo bem alto, que chama a atenção com sua vibração, e com um violão tocando calmamente. Depois vão sendo adicionadas algumas notas de um teclado, outras de uma guitarra e um violino ao fundo. Tudo muito quieto e belo.

Então Noel começa a cantar no mesmo tom contido da música: “Take the time to make some sense/Of what you want to say/ And cast your word away upon the waves./Sail them home with acquiesce/On a ship of hope today/And as they land upon the shore/Tell them to fear no more/Sing it loud and sing it proud today/ (“Leve o tempo necessário para explicar/ o quê você quer falar/ e jogue suas palavras nas ondas/ Veleje-as para casa sem objeção/ em um navio de esperança hoje/ e assim que elas desembarcarem na costa/diga para que elas não sintam mais medo/Cante alto e canto orgulhoso hoje...)

Entra o refrão e o ritmo acelera um pouco e a música cresce com a entrada de metais. Noel canta alto e orgulhoso: “Dance if you wanna dance/ Please brother take a chance/You know they’re gonna go/ Wich way they wanna go/ All we know is that we don't know/How it's gonna be/Please brother let it be/Life on the other hand won't make us understand/We're all part of the masterplan.(Dance se você quer dançar/ Por favor irmão arrisque-se/Você sabe que elas irão/o caminho que elas quiserem ir/ Tudo o quê sabemos é que não sabemos/ Como vai ser/ Por favor irmão deixe ser/A vida. por outro lado, não irá nós deixar entender/Nós somos parte de um plano maior.)

Está entendendo porque a música me faz sentir “maior”, “mais elevado”? Calma, ainda falta. Tem mais beleza ainda.

Após o fim do refrão o ritmo desacelera, parecido com o início, mais algo da última parte se manteve. Já a letra vai cada vez mais se supera: “I'm not saying right is wrong/It's up to us to make/The best of all the things that come our way/Cos everything that's been has past/The answer's in the looking glass/There's four and twenty million doors/On life's endless corridor.(Eu não estou dizendo que o certo é errado/ Depende de nós fazer/ O melhor das coisas que surgirem em nosso caminho/ Porque tudo que foi passou/ A resposta está no espelho/ Há quatrocentos e vinte milhões de portas/ No corredor sem fim da vida.)

Depois desse exemplo da maravilha que um ser humano é capaz de criar, segue-se novamente o refrão e após ele a música explode com grande energia. Os metais, violinos, guitarra e bateria vão até o seu ápice, até que tudo volta exatamente para como estavam no começo. Vão, então, lentamente diminuindo e cessam em um acorde de guitarra. É o fim da canção que, assim como a vida, vai crescendo até o seu máximo, para depois, aos poucos, ir desaparecendo. É o fim da minha crença em um Plano Maior.

Obrigado por estes cinco minutos, Noel.
_____________________________________________________

Alguma música, filme, livro, pintura, qualquer coisa, faz vocês terem um sentimento parecido? Se sim (ou não), não deixe de contar.

Além disso, cometem à vontade enquanto ouvem essa e outras músicas na rádio sua Rádio Posh Punk!

sexta-feira, junho 02, 2006

Cardigans - My Favourite Game



Descobri que o estagiário citado anteriormente talvez não esteja tão perdido o quanto pensava. Outro dia ele me disse que gostava de Oasis. Emprestei meu CD Masterplan (esse é uma coletânea com os lados B da banda. Acho que o último grande CD do Oasis). No dia seguinte ele me disse que tinha ouvido e gostado muito. O CD está com ele até hoje e por isso nada falarei sobre ele. Ao invés disso, falarei sobre uma música de um CD que acabo de emprestar para a minha chefa, Gran Turismo da banda Cardigans. A banda sueca apareceu no Brasil com um clipe de uma música chamada Lovefool do CD First Band On The Moon que parecia ser meio bobo, apesar do CD ter outras grandes canções como Been It e Step On Me.

My Favourite Game

Pois bem, no álbum seguinte eles vieram com uma música chamada My Favourite Game que contou com um clipe sensacional com múltiplos finais (catem na internet que é bem interessante assistir os finais alternativos do clipe) e o brilhante verso “I’m losing my favourite game...”. Apesar de ser a música de trabalho, My Favourite game destoa completamente do resto do CD que é mais calmo e menos pesado. My Favourite Game que está na Rádio Posh-Punk é uma versão acústica que conta apenas com voz e violão. Recomendo também baixar o mp3 de melhor qualidade dessa raridade.

segunda-feira, maio 29, 2006

Música para casais- parte 3 (Vai encarar?)

Ok, não dedico o tempo e a atenção que gostaria a esse blog. Gosto dele e gosto de escrever, mas realmente não tá dando tempo pra muita coisa. E, enquanto isso, vou pegando carona no tema dos outros.
Meu caro Guilherme falou sobre quando o amor acaba e vou me dar o direito de dar uma esnobada nessas sugestões de música de dor-de-cotovelo que ele colocou aí pra inserir A MÚSICA de dor-de-cotovelo e que serve pra todos os tipos de dores também. Aliás, dor em "Pedaço de mim" é apelido. Licença também ao blog, que é posh, é punk, e tudo mais, só que essa música estraçalha muito maisdo que qualquer volume alto de garagem.

Pedaço de mim (Chico Buarque)

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

domingo, maio 28, 2006

Yeah Yeah Yeahs! :: Fever to Tell



A banda Yeah Yeah Yeahs está lançando o seu segundo CD "Show Your Bones", antes de comentá-lo, faremos uma revisão do seu primeiro CD "Fever to Tell". Farei isso po dois motivos: o primeiro é que em 2003, quando foi lançado o Fever to Tell, o cenário musical estava muito turbulento e confuso com White Stripes, Raveonettes e outras bandas que assim que apareciam na mídia ganhavam o título de "melhor banda de todos os tempos"; o segundo é que aposto que muitos leitores sequer ouviram falar em Yeah Yeah Yeahs.


Maps

Essa é música mais calminha do calminha do CD que apesar de tratar de amor, acaba se destacando com seus barulhinhos e arranjo não convencional. Quando digo que ela se destaca, não é apenas dentro do próprio CD, que é bem nervoso, mas acaba sendo simplesmente uma boa musica que por acaso trata de amor.


Tick

Essa é a melhor musica do CD. Tenho que revelar que esse CD estava encostado há um bom tempo, e que só aprendi a apreciar melhor essa musica depois que minha amiga Bruna da faculdade me chamou a atenção para ela. A musica não tem um verso nem um refrão, ela está sempre te surpreendendo sobre o que virá em seguida sem nunca deixar animação baixar (provavelmente por causa do bumbo batendo forte marcando o passo da musica). Tick, tick, tick...


Date With The Night

Essa é a musica para colocar todos pra dançarem, os riffs de guitarra são marcantes e a cantora Karen O entrega mais que apenas notas musicais quando está cantando. O negócio é fechar os olhos e entrar na viagem.


Você pode escutar essas musicas na Rádio Posh-Punk. Em breve a crítica do “Show Your Bones”.

quinta-feira, maio 25, 2006

Homem é encontrado em banheira de motel sem os rins.

















Segundo a Wikipedia, (a enciclopédia livre da internet, para quem não conhece), lendas urbanas “são pequenas histórias de caráter fabuloso ou sensacionalista, amplamente divulgadas de forma oral, através de e-mails ou da imprensa e que constituem um tipo de folclore moderno. São freqüentemente narradas como sendo fatos acontecidos a um "amigo de um amigo" ou de conhecimento público”. O título desse post é o de uma famosa lorota que circulou pela internet há alguns anos atrás.

A mais famosa lenda urbana que conheço é a de que o Brasil é um “país do futuro”. Se não temos nem passado e, muito menos, presente, como podemos ter um futuro? Bem, mas isso não vem ao caso, foi só um exemplo para ilustrar.

A segunda maior que eu já ouvi é a de que a Legião Urbana é a melhor banda de rock deste país sem “foi”, “é” ou “será”. Você já deve ter ouvido também. Quase dá para acreditar. Quem conta demonstra uma sinceridade inocente que às vezes até pode deixar em dúvida. Mas não se iluda, é mentira. Ou melhor, lenda.

Até dá para entender que isso acontecesse nos imortais (quando vão acabar com esse revival ruim, hein? Já perdeu a graça) anos 80. O negócio estava tão russo por aqui que pegaram o Renato Russo (desculpem o péssimo trocadilho) para ícone de uma geração.

Tudo bem, comparando com outros contemporâneos como Biquíni Cavadão, Capital Inicial, Engenheiros do Havaí, e Kid Abelha, até que a Legião Urbana era das menos fraquinhas mesmo (mas o Ultraje à Rigor era disparado o melhor). O problema é que, vinte anos depois, Renato Russo foi alçado ao posto de “poeta” e seu grupo virou um “ídolo” de adoração para muitos.

Nem tenho nada contra a banda. Algumas músicas como “Tempo Perdido” e “Vento no Litoral” até me agradam e eu gosto. Só que, diferente do que dizem, Renato está longe de ser um mestre da poesia. Sim, eu ouvi as letras (fã de Legião sem argumento sempre vem com essa de “ver a letra”). A de “Vamos Fazer Um Filme” é essa maravilha aqui: “O sistema é mau, mas minha turma é legal/Viver é foda, morrer é difícil/Te ver é uma necessidade/Vamos fazer um filme.” Com certeza eu não faria um filme com o Renato Russo.

Ele é mais um contador de estórias. Algumas engraçadinhas como “Eduardo e Mônica” e outras que ficariam melhores em um livro (mas eu não compraria de jeito nenhum) como “Faroeste Caboclo”.

Para ser sincero, a mídia e os fãs é que são “culpados” por essa “idealização” toda. Os músicos só queriam fazer o som deles e pronto, não se propunham a ser geniais ou coisa do tipo. Só que os meios de comunicação disseram que é “excepcional”, “de qualidade indiscutível”, “grandes artistas” e aí uma meia dúzia de zés -manés acreditou e espalhou a fofoca. Pronto, virou lenda.

_____________________________________________________

Quer tirar a prova dos nove sobre as músicas do Legião Urbana? Então ouca-as aqui mesmo na Rádio Posh Punk e depois diga se concorda ou não comigo.

Musicas para casais – Parte 2



Faltou falar de quando o amor acaba. As chances de que um relacionamento dê certo é de uma a cada dez, se não for pior.

Escolhi duas musicas que representam o lado feminino e o lado masculino da merda.

PJ Havey – Rid of Me

A primeira musica retrata a doença feminina que não consegue se convencer quando algo terminou como em “I'll tie your legs / Keep you against my chest / Oh you're not rid of me / Yeah you're not rid of me” (Vou amarrar as suas pernas e mante-lo contra o meu peito, oh você não se livrou de mim. Sim, você não se livrou de mim). E não pára por ai. Todo mundo sabe que quando uma mulher quer ser psicótica e vingativa, ela consegue! “I'll make you lick my injuries / I'm gonna twist your head off, see? / Till you say don't you wish you never never met her” (Vou faze-lo lamber as minhas feridas, vou torcer a sua cabeça, viu? Até você dizer, que queria nunca, nunca te-la conhecida). A musica ainda conta com aquele ritmo quebrado gostoso que só a PJ Harvey sabe fazer e tem uma variação muito grande de volume da parte mais calma para a parte mais raivosa que pode incomodar em determinadas ocasiões. A cereja do bolo é a respirada “Night and day I breathe / ha ha, he, hey” de mais uma grande musica de Polly Jean.



Soft Cell - Tainted Love

Essa é a típica musica do homem que quer a mulher, mas ela só quer ele como peguete (peguete vem de quer dar uns pegas só de vez em quando) “The love we share / Seems to go nowhere” (o amor que compartilhamos parece não chegar a luar algum). O recalque é uma forte marca do rapaz frustrado que não entendeu que é apenas um peguete “I give you all a boy could give you / Take my tears and that’s not nearly all / Oh...tainted love” (Te dou tudo que
um garoto pode dar, tome as minhas lágrimas e isso nem é tudo, oh amor doentio). A versão do Soft Cell é boa, mas a do Marilyn Manson é muito melhor!

domingo, maio 21, 2006

Vanessa da Mata - Ai, ai, ai…



Quando ouvi essa musica Ai, ai, ai... da Vanessa da Mata pensei que fosse a Gal Costa cantando. Os timbres de voz são muito parecidos, apesar de que a desde o Acústico, a Gal ter ficado técnica demais e sem emoção.

Pois bem, estava hoje vendo a reprise do Prêmio Multishow e acompanhei a apresentação ao vivo da Vanessa da Mata. Já tinha visto uma apresentação dela no programa Altas Horas do Serginho Groisman e essa segunda vez reforçou as impressões que tive. Vanessa da Mata ao vivo deixa muito a desejar. Não só a voz fica vazia, mas nos momentos em que a musica exige tons graves, fica duro de agüentar a desafinação, os poucos recursos da cantora e a falta de potência da Vanessa. Nesta apresentação do Multishow ela bem que tentou, o publico ajudou cantando essa musica que é animada e tal, mas o resultado final foi um desastre. Ruim pacas.

Se Vanessa da Mata participasse do programa American Idol, o juiz Simon Cowell diria que ela “Simply not good enough for this competition” (simplesmente não é boa o suficiente para essa competição). E Ele teria razão. Pra catar esse tipo de musica, A sublime MPB, é necessária afinação de cabo a rabo.

Conclusões:
O engenheiro de som fez um ótimo trabalho no CD pra esconder as deficiências da cantora.

Britney Spears dança e tem a humildade de colocar um playback nas suas apresentações ao vivo.

Olá

De volta ao blogspot, dessa vez cheio dos recursos. No meu tempo (ha ha ha) não tinha botãozinho de negrito, de justificar, nem nada disso não. Bom ver que as coisas melhoraram.
Depois desse conversa pra boi dormir (eu não poderia deixar de demonstrar minha reação às novidades), vamos ao que interessa.
No primeiro post, por falta de assunto, vou fazer uns adendos às observações dos meus caros colegas.
Lydia Lunch. Também não sei muito sobre ela, mas o suficiente pra colocar aquele selo de aprovação. Nem sabia de que época ela viera aliás. Conheci através das ligações com o Sonic Youth, o que já é uma excelente referência.
Tenho um disco só, "Champagne, cocaine, nicotine stains" que conta com apenas quatro músicas, todas elas fantásticas. A voz da moça é um primor só. O timbre lembra um pouco justamente a Kim Gordom. Na música gravada com o Sonic Youth, Death Valley '69, o duo de vocais, no entanto, não é com ela, mas com o Thurston Moore. Música excelente, que está no excelente álbum "Bad moon rising".

O amor, oh o amor....
Sobre o músicas para casais, vou colocar uns adendos. E falando em Placebo, "Without you i´m nothing" é uma bela canção de amor. Dramática, como eu gosto. E certeira nas necessidades de um par.

"Not enough time". Vou colocar a letra antes para que não minimizem a canção logo de cara por causa da banda. Mais drama. E também uma música diretas, como "Be my wife", do Bowie.
"If i could just be everything and everyone to you / This life would just be so easy / Not enough time to all that i want from you / not enough time to every kiss, every touch, all the nights, i wanna be inside you".
É do INXS.

Falando em Beatles, não necessariamente uma música para casaizinhos, mas de um homem apaixonado em ode a sua amada. "Woman", do Lennon. Quem não conhece, faça-me o favor...

Falando em Depeche Mode, um disco inteiro de músicas de amor e um pouco de religião, fé e coisa que o valha. "Songs of faith and devotion".
"I feel you", "Condemnation" e sobretudo "In your room".
"I´m hanging on your words, leaving on your breath, feeling with your skin, will i always be here". Mais aquele esquema de devoção e um pouco de drama que tanto me apraz.

sexta-feira, maio 19, 2006

Cowboy Bebop :: Yoko Kanno - Tank!



Alguém conhece alguma coisa sobre esse anime chamado Cowboy Bebop? Pois bem, é um daqueles desenhos animados japoneses que misturam um clima noir nostálgico/futurista com um caçador de recompensas bom de briga, uma ladra, um ex-policial com muitos contatos, uma menina hacker e um cachorro gênio. Além de todo o trabalho de roteiro, as cenas de ação e a continuidade entre episódios, Cowboy Bebop tem algo que os outros não. O pé na musica. E o pé na musica não fica apenas no título do desenho que remete ao estilo de jazz que surgiu nos anos 40 e que se contrapunha ao estilo das big bands. O título de cada episódio tem uma referência musical como por exemplo Sympathy for the devil, Bohemian Rhapsody, Honky Tonk Woman, etc. Não precisa dizer também que a trilha sonora do anime (5 cds ao todo se não me engano) é caprichado com jazz da melhor qualidade.

Yoko Kanno - Tank!

Essa á a musica tema do anime. E não tem muito o que falar sobre ela não... basta seguir o ritmo e se ligar no trompete do final. Bom pacas! (Não sei pela rádio vai dar a dimensão exata do negócio, quem quiser baixar um mp3 decente depois... recomendo.)

Obs.: Agradecimentos ao meu amigo Eric por ter me apresentado ao anime.

Você pode escutar essa musica na Rádio Posh-Punk

quarta-feira, maio 17, 2006

James Chance and the Contortions



Quem já ouviu falar no movimento No Wave que aconteceu no final dos anos 70?

Alguém já ouviu falar em uma tal de tal de James Chance?

E de uma tal de Lydia Lunch?

Pois bem, assim como aqueles que não fazem a menor idéia do que se trata o movimento No Wave, quem era James Chance ou Lydia Lunch.

Pois bem, vamos começar pelos nomes. James Chance, acompanhado pela banda The Contortions. Lydia Lunch. Chance, Cortortions e Lunch. Precisa dizer mais alguma coisa? Adoro esses nomes.

Vamos esquecer a nossa amiga Lydia Lunch, pelo menos por enquanto. Não conheço nossa amiga tão bem.

(Um pouco da história pra depois apreciar a obra. Isso não atrapalha o processo nesse caso)
James Chance and the Contortions foi formado em 1977 e era conduzi pelo saxofonista Chance. Chance, que nasceu com o nome de James Sigfried em Milwaukee, se mudou para Nova Iorque para tocar free jazz. Ele acabou se juntando à comunidade de vanguarda, formando a banda Contortions, adotando o sobrenome Chance e usando ternos excêntricos para tocar funk agressivo e caótico.

A banda acabou ganhando notoriedade pelos seus shows selvagens onde James Chance sempre arrumava briga com fãs.

Em 1979 eles gravaram seu primeiro LP Buy the Contortions de onde tiro a musica que colocarei na Rádio Posh-Punk.


James Chance – Contort Yourself

Lembro-me exatamente a primeira vez que ouvi essa musica. Estava no estágio quando Elton, meu amigo e colega de trabalho, falou: “Guilherme, dá uma escutada nisso aqui”. Não sei explicar bem por que gostei da musica. Parece que todos os instrumentos estão desencontrados, fora de ritmo. O saxofone parece um burro relinchando em horas inoportunas da musica. Sei que gostei na hora. No mesmo dia comprei uma mídia para gravar o mp3. Depois de escutar a musica pela terceira vez você consegue identificar melhor o que cada instrumento faz para compor a musica. A dica é: siga o baixo! Mas se você for escutar a musica pela primeira vez, boa sorte.

Essa é o hit do James Chance, no futuro quem sabe eu não poste outra musica e termine de escrever a sua história.

Você pode escutar essa musica na Rádio Posh-Punk

terça-feira, maio 16, 2006

Músicas Para Casais



Na última quinta-feira, dia 11, completei dois anos de namoro com a minha, como diz um amigo meu, “patroa”. Levando em contar que muitos casamentos não duram a metade disso (alguém lembra de Ronaldinho e Cicarelli?) posso considerar-me um experiente no assunto.

No entanto, este blog não é para dar conselhos amorosos. Se quiser isso vá até a banca mais próxima e compre uma daquelas revistas de mulher. De lambuja você ganha dicas de mais umas 780154 posições sexuais para apimentar a sua relação. Aqui o quê você vai encontrar são algumas músicas para certos momentos de uma relação amorosa. Quem namora entende.

Como tudo começa: Beatles - I Wanna Hold Your Hand:

No início da carreira os Beatles eram a “boy band” de sua época. Milhares de garotinhas histéricas gritavam por eles e suas baladas românticas. “I Want to Hold Your Hand” é uma dessas canções que faziam as jovens se derreterem. E se bem utilizada ainda fazem. É uma excelente forma de ser sutil e dizer o quê você quer. Além disso, a melodia é daquelas que os Beatles faziam com maestria para grudar na cabeça e não sair mais. Se você não ouviu (o quê acho muito difícil) ouça.

A Sós: Depeche Mode – Enjoy The Silence

Aprecie o Silêncio. É isso o quê diz essa bela música dos ingleses do Depeche Mode. Melhor do que qualquer “Filtro Solar” (aquele monte de frases bobas de auto-ajuda recitadas pelo Pedro Bial), ela nos lembra o quê é realmente importante quando estamos com quem amamos: estar com quem amamos. Como é dito na canção “Sentimentos são intensos/Palavras são triviais”, e assim, calo-me.

Entendendo o quê é o amor: Oasis – Who Feels Love?

Você começa a namorar e já acha que sabe o quê significa aquilo que todo mundo fala, e ninguém entende, chamado amor, certo? Isso só se compreende com muito tempo. Com dois anos, ainda estou na frase de aprendizado.

Mas Noel Gallagher nos ajuda um pouco. Em “Who Feels Love?”, do CD “Standing In the Shoulder Of The Giants”, ele nos dá uma grande pista: “Agora você entende que esta não é a terra prometida/ de que eles falaram”. Não é e nem nunca será. Simplesmente porque tudo o quê disseram era mentira, e cada um têm que descobrir sozinho o quê é o amor.

A proposta: David Bowie – Be My Wife

Raramente se chega a esse ponto. Mas se um dia acontecer comigo acho que o melhor é ser o mais direto possível. Exatamente o quê Bowie faz nessa música simples e direta, em que algumas poucas notas de um piano dão o sabor especial. “Por favor seja minha/ Divida minha vida/Fique comigo/Seja minha esposa”. São quatro versos curtos, objetivos e geniais.

O Fim: Joy Division – Love Will Tear Us Apart

Sempre acontece. Estava indo tudo bem, mas, de repente, acabou. É, o fim de um relacionamento é algo comum. Acontece mais do que maioria das pessoas gosta. Para Ian Curtis do Joy Division então, nem se fala. Seus relacionamentos contubardos foram um dos principais materiais utilizados para suas músicas. Inclusive para o maior sucesso de sua banda “Love Will Tear Us Apart”. Traduzindo para a língua de Camões, “O Amor Irá Nos Separar”.

Com um título desses, não é necessário nem falar muito mais do porquê dela representar o fim de relacionamentos. Só de saber que o quê deveria unir irá separar já basta para deixar qualquer um deprimido. Junte isso a voz melancólica de Curtis embalada por uma melodia triste (principalmente o teclado fantasmagórico), e você fará os mais sensíveis ficarem com os olhos vermelhos de tanto chorar.

Menção Honrosa: Leandro e Leonardo - Entre Tapas e Beijos:

Não, não sou do tipo que usa mulets (se quer saber melhor o que é vá nessa página engraçadíssima) e que grita “Ôôôô Peão!”. Além disso, detesto qualquer dupla que venha do interior de São Paulo ou do Centro-Oeste.

Então, por que “essa coisa” aqui? Porque minha mãe cisma que quando eu ficar velho, assim como ela, vou gostar de ouvir esse tipo de som (chamar de música já é demais). Já falei para ela que envelhecer não é sinônimo de ficar com mau gosto.

_____________________________________________________

Bem, ainda faltou muita coisa boa para entrar. Mas para não me estender mais do que já costumo fazer, pergunto a vocês, que músicas fazem parte de momentos dos seus relacionamentos? Ou então sugiram qualquer outra música que achem boa para alguma situação relativa a uma relação amorosa.



Ah, e não deixe de ouvir todas essas músicas (inclusive Leandro e Leonardo) na rádio Posh Punk!

segunda-feira, maio 15, 2006

Placebo - Meds



Apesar dessa capa de mal gosto, a banda multinacional Placebo continua fazendo boa musica. O primeiro CD Placebo de 1996 era rápido demais para ser dançado. O Seguinte, Without You I’m Nothing já apresentava Every you, Every me que cansou de tocar na boites e foi trilha sonora do filme Segundas Intenções. O resto do CD só hit de cabo a rabo, mas sem musicas dançantes: Pure Morning; You Don't Care About Us; Without You I'm Nothing; The Crawl; My Sweet Prince; Scared Of Girls; e Burger Queen. Talvez You Don't Care About Us seja dançante, mas não emplacou nas pistas. Na seqüência veio Black Market Music, mais eletrônico e ainda mais dançante com Taste In Men, Commercial For Levi e, o hit do CD, Special K.. Veio Sleeping With Ghosts com 3 musicas que não pararam de tocar na noite com: English Summer Rain, This Picture e o hit do CD Bitter End. Vamos pular a coletânea mesmo que ela conte com Protège Moi, uma versão de Protect Me From What I Want em francês que ficou melhor que a versão original.

Em Meds a fórmula continua (ainda bem). Umas musiquinhas pra dançar, umas baladinhas e umas musiquinhas estranhas pra manter o rótulo de cult, alternativo, etc.

Eu ia dançar toda quinta-feira. Não tenho mais feito isso. Vou então falar apenas das musicas dançantes do CD.


Song To Say Goodbye

Vou começar falando da melhor musica do CD que é a última musica do álbum e segue aquela mistura tradicional de guitarras e eletrônicos. Nada de surpreendente, mas muito bom. Seria engraçado se a banda não fizesse mais nenhuma musica depois dessa, mas é nessas horas que a gente torce para a vida não ter a menor graça.

Meds

Essa é a primeira musica do CD e conta com a participação da VV, vocalista do The Kills. Para quem não sabe que diabos é The Kills, não se desespere. The Kills é uma banda de um homem e uma mulher que surgiu na sombra do Whitestripes, tendo a vantagem de ter uma bateria eletrônica ao invés da Meg. Já ouvi o Cd e a única musica que chama a atenção é The Good Ones, o resto... eu não lembro, mas deve ser ruim. Mas voltando a musica, ela complementa muito bem a musica. Sem duvida uma bela participação nessa musica que tem uma guitarrinha nervosa.

Drag

Essa é a mais bobinha das musiquinhas dançantes, ainda assim fica acima da média. Arctic Monkeys, Frans Ferdinand e as demais bandinhas do momento tem muito ainda que aprender. Mesmo uma musica mediana do Placebo vale mais que essas modinhas. Placebo’s always ahead of the game, the others drag behind. As vezes eu queria que o rock saísse de moda novamente.


Você pode escutar essas musicas na Rádio Posh-Punk

sexta-feira, maio 12, 2006

Beer, rock and roll...



Quem me conhece sabe que não bebo...
... o que não me impede de apreciar musicas que falem sobre cervejas, álcool, bebedeiras, etc.

The Beer Song – South Park

Essa é uma adaptação dos criadores de South Park da ópera de Bizet Carmem para o desenho animado. A musica já era boa, com a letra do Matt Stone e do Trey Parker ficou irada, quero dizer hilária.

Rocky Road to Dublin – Dropkick Murphys

Essa musica me foi apresentada pelo meu amigo Newton e ele disse que lembrava um bando de irlandeses bêbados cantando. E é verdade. Tenho a mesma sensação. Eles tem outra musica chamada Irish Drinking Song que talvez se encaixe melhor no post, mas a musica não é tão legal.

Scoof – Nirvana

Nem precisa falar muito de Nirvana, né? Essa musica é do primeiro CD Bleach que custou apenas 600 dólares para fazer e que tem o baterista ruim, Chad Channing. “Gimme back my alcohol” é o tipo de verso que se repete e cola na cabeça e não cansa. Quem arrumar uma versão da musica ao vivo entende melhor a potencia da musica.

Conheça as musicas na Rádio Posh-Punk

Die Happy – O Anticlímax


Sábado de madrugada. Estava conversando com o Guilherme pelo MSN enquanto ele acabava de dar os toques finais na rádio Posh Punk. Eu falava meia dúzia de abobrinhas para mantê-lo acordado, já que não fazia idéia de como ajudá-lo com a rádio.

Nesse meio-tempo, conversa vai, conversa vem, ele citou uma serie de TV chamada “Inspetor Morse” da qual gostava muito. Ele falou que ela se baseava no anticlímax. Em um episódio, por exemplo, o inspetor investigava a morte de uma pessoa que parecia suicido. Mas ele acreditava que na verdade havia um assassino. Depois de muito investigar e buscar o culpado durante o episódio inteiro o inspetor Morse chegava à conclusão que o morto havia se matado mesmo.

Na mesma hora me surgiu a idéia de como seria o meu primeiro post nesse nosso blog musical. Iria começar então de forma anti-climática. Para isso, vou falar de música ruim, mais especificamente do CD “Beautiful Mornig” da banda alemã “Die Happy”.

O encontrei por acaso no supermercado Carrefour. Eu tenho mania de ficar procurando pechinchas e os supermercados são umas maravilhas para isso. Eles não fazem idéia do quê possuem em mãos. Entre as pérolas que já consegui estão CDs dos Beatles, Eric Clapton, Prince, entre outros, por módicos R$9,90. Mas se tiver uma oportunidade dessas não perca. Na outra semana um CD que custava R$ 15,00 pode estar até trinta mangos mais caro. Como falei, esses mercados não tem noção Até hoje não me perdôo de ter deixado passar o Greatest Hits do Neil Young por R$ 18,00. Comprei o mesmo disco depois na FNAC por 40 reais.

Ah, eu tinha que falar do disco da banda alemã. Já ia me esquecendo. Bem, é uma grande porcaria não valeu os dez reais que investi. Na capa dizia “O mais novo nome do Pop Metal alemão”. Bem, assim como o Inspetor Morse, eu deveria saber que, quando uma evidência está bem clara na nossa frente nós devemos saber identificá-la. E “O mais novo nome do Pop Metal alemão” só poderia significar uma coisa: bosta.
_____________________________________________________
O quê, você acha que eu só enchi lingüiça e não falei nada da banda? Bem, é só lembrar do tema do post.

De qualquer jeito, se você quer mais informações sobre a banda (eu não recomendo) acesse http://www.diehappy.de/ . Se entrar aí procure fotos da cantora. Ao menos ela é bem bonitinha.